Como funciona a Mastopexia com Prótese?

Antes e depois de Mastopexia com Prótese

A mastopexia com prótese é comumente realizada por pacientes que apresentam quadro de ptose mamária (queda da mama). A cirurgia retira a pele excedente e flácida das mamas e a volumiza com as próteses de silicone.

A indicação da mastopexia com prótese deve ser dada por um cirurgião plástico devidamente habilitado e com base na necessidade do paciente. Por isso, antes de optar por uma metodologia, verifique se ela se enquadra a sua necessidade.

Para tornar o entendimento da cirurgia plástica das mamas mais fácil, confira a seguir as informações cedidas pelo cirurgião plástico, Dr. Alexandre Senra.

O que é mastopexia com prótese?

A mastopexia com prótese é a cirurgia plástica de suspensão das mamas, complementada com as próteses de silicone. Com o procedimento, mulheres de mama caída restauram o volume, a forma e principalmente a autoestima.

No Brasil, a mastopexia vigora como o quarto procedimento mais realizado, conforme dados divulgados pelo Censo 2018 da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Ou seja, do total de plásticas feitas, a técnica tem participação na ordem de 11,3%.

Isso só comprova a tendência da brasileira de gostar do corpo mais curvilíneo, com mamas volumosas e quadril farto.

A quem é indicada?

  • A mastopexia com prótese de silicone é indicada a pacientes nas seguintes condições:
  • Flacidez das mamas após gestação/amamentação;
  • Após perda de peso excessivo;
  • Devido ao fator tempo, ou seja, envelhecimento;
  • Ptose mamária acentuada.

Essas são as situações mais comuns que levam a indicação da mastopexia com prótese. Entretanto, outras situações podem levar a indicação do procedimento cirúrgico.

Passo a passo da cirurgia de mama com silicone

Com o paciente devidamente anestesiado, podendo ser administrada a anestesia geral ou peridural, o cirurgião plástico administra ainda um anestésico nas mamas, pois, a manipulação excessiva pode gerar dor no pós-operatório.

A marcação dos pontos a serem manipulados ocorrem antes da entrada no centro cirúrgico e servem como base do que será feito durante a mastopexia com prótese.

Removido o excedente de pele, é a hora de fechar as incisões. O cirurgião plástico coloca a prótese de silicone, uma vez que desta forma consegue visualizar a harmonização de acordo com o volume escolhido. Antes de finalizar a cirurgia, o cirurgião elevará o dorso da paciente para analisar a assimetria das mamas e se o tamanho da prótese deixou a região proporcional ao restante do corpo.

Cicatriz da cirurgia de suspensão das mamas com silicone

Devido a maior complexidade do procedimento cirúrgico, uma vez que ele reposiciona toda a musculatura das mamas, retira a pele excedente e faz a inserção da prótese de silicone, a cicatriz da mastopexia com prótese pode ser considerada grande.

Em especial os casos de ptose mamária bem acentuado, em que ocorre grande retirada de pele excedente. A depender da complexidade apresentada pelo paciente, a cicatriz da mastopexia com prótese podem ser de três tipos distintos. São eles:

  • Cicatriz periareolar;
  • Cicatriz vertical;
  • Cicatriz em T invertido.

As cicatrizes da mastopexia com prótese vertical e em T invertido é mais comum em casos em que ocorrerá substancial retirada de pele, logo, é necessário a junção dos tecidos das mamas após a remoção da pele excedente.

O tipo de cicatriz da suspensão das mamas com silicone deve ser discutido com o cirurgião plástico antes do procedimento, pois, em todos os casos ela será perceptível, mesmo que de forma muito sutil.

Recuperação da mastopexia de aumento

Passados 30 dias da mastopexia, o paciente é liberado a retomar as atividades cotidianas em sua totalidade. É necessária muita atenção a cicatrização da incisão, pois, além de ser parte importante da recuperação, reverbera no resultado do procedimento.

A única restrição da mastopexia com prótese é em relação aos exercícios de alto impacto, que são liberados apenas após 60 dias da suspensão das mamas.

Fontes:

Clínica de Cirurgia Plástica Dr. Alexandre Senra;

Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).