Lipoescultura

Corpo definido de mulher depois da realização da lipoescultura

A procura pelo corpo curvilíneo faz da lipoescultura um dos procedimentos de melhor resultado na atualidade. A técnica retira a gordura excedente de determinados locais e o enxerta em regiões que estão desprovidas de tecido adiposo e causam desconforto ao paciente.

Para exemplificar, o paciente que será submetido a uma lipoescultura pode retirar a gordura localizada na região abdominal e a inserir nos glúteos, tornando o bumbum mais sobressalente e firme.

Essa não é a única região a ser beneficiada pela cirurgia de enxerto de gordura. Saiba mais sobre a metodologia e seus benefícios a seguir!

Quando é indicada a lipoescultura?

A metodologia cirúrgica é indicada a pacientes com acúmulo de gordura em determinados locais e precisam preencher regiões em que ocorre a falta. Esse enxerto de gordura pode ser feito na cintura, nos glúteos, nas coxas, nas mamas e até mesmo em determinados locais das face, como os lábios e para melhorar o aspecto do bigode chinês.

Vou emagrecer após a lipoescultura?

É importante evidenciar que a cirurgia de enxerto de gordura não tem como função emagrecer, e sim tornar o corpo mais simétrico e harmonioso. Ao retirar a gordura excedente e a utilizando em outro local, o cirurgião plástico consegue tornar a silhueta mais harmônica, assim como a face mais bela e até jovial.

Os pacientes costumam relacionar a lipoaspiração (técnica utilizada na lipoescultura) com a perda de peso. Entretanto, a lipo não emagrece, já que o procedimento tem limite de retirada de gordura, não podendo ser superior a 7%. E quando ocorre o enxerto do tecido adiposo autólogo, o peso do paciente não sofrerá alteração.

A gordura é apenas redistribuída pelo cirurgião plástico, tornando o conjunto mais belo. É até indicado que o paciente esteja dentro de um peso ideal, justamente para que ocorra o melhor aproveitamento dessa gordura e para evitar que a região que foi lipoaspirada apresente flacidez após a cirurgia plástica.

Quais os cuidados antes da lipoescultura

Como em qualquer cirurgia, antes da cirurgia de enxerto de gordura o paciente terá de fazer um check-up. Hemograma completo, coagulograma e demais exames de imagens são solicitados. Com os resultados em mãos, o paciente deve retornar ao consultório do cirurgião plástico para avaliação e posterior encaminhamento ao atendimento junto a um anestesiologista.

Esse profissional da medicina avaliará os riscos envolvidos na administração de anestesias e sedativos, assim como explicará ao paciente como funciona a anestesia.

Anestesista aplica anestesia antes da realização da lipoescultura
Imagem: Shutterstock

Anestesia geral ou sedação?

A resposta a esse questionamento depende da quantidade de locais a serem manipulados durante a cirurgia plástica de retirada e de enxerto de gordura. O desenvolvimento da medicina estética disponibiliza na atualidade uma série de técnicas, em especial, para retirada de gordura localizada.

Com base na metodologia a ser aplicada no paciente e a necessidade de manipulação da gordura que é definido o tipo de anestesia a ser administrada. Os tipos de anestesias para a realização da lipoescultura são:

· Anestesia geral;

· Raquidiana;

· Peridural;

· Sedação com anestesia local.

É importante evidenciar que essas informações são fornecidas antes da realização do procedimento e com análise individualizada de cada paciente. Logo, não se pode afirmar que a lipoescultura é feita com determinado tipo de anestesia.

Como a lipoescultura é feita?

Com a paciente devidamente anestesiada e preparada em centro cirúrgico, o cirurgião plástico fará a incisão (pequeno corte) por onde passará a cânula. A gordura é retirada por sucção, ou seja, a cânula está acoplada a uma máquina que vai aspirar o tecido adiposo sobressalente e o reservar em um recipiente.

Retirada a gordura localizada, esse material celular será filtrado, tornando-se limpo e apto a ser enxertado no corpo do paciente. Neste momento é feito o procedimento inverso, a cânula vai enxertar o tecido adiposo autólogo e com as mãos, o cirurgião plástico vai moldando essa gordura de maneira que ela crie a forma desejada.

O tempo de internação pós lipoescultura não é superior a 12 horas, sendo que o paciente pode ter alta hospitalar no mesmo dia. Ele deve permanecer em repouso após a cirurgia, evitando complicações, assim como equimoses (roxos) nos locais em que foram manuseadas as cânulas.

Cicatriz pós lipoaspiração e lipoescultura

Uma das maiores dúvidas de quem fará uma cirurgia plástica, seja ela qual for, refere-se a cicatriz. No caso da cirurgia de enxerto de gordura são cicatrizes milimétricas em pontos distintos e geralmente escondidos. Por exemplo, se for retirada a gordura da região abdominal, o paciente poderá ter até três pontos de cicatriz: dois na região pubiana e uma dentro do umbigo.

Se a gordura será retirada dos flancos, os pontos de cicatrização serão localizados bem próximos aos glúteos e na parte superior das costas na altura das axilas. Para o enxerto e realização da lipoescultura, outros pontos terão cicatrizes milimétricas, sendo localizadas nos locais em que será recebido o enxerto de gordura.

As cicatrizes ficam praticamente imperceptíveis, sendo que os cuidados após o procedimento e a correta retirada dos pontos colabora para a minimização das marcas.

Recuperação e cuidados após a lipoescultura

A técnica de lipoescultura necessita de um pouco de atenção. O paciente terá de se ausentar das atividades cotidianas por cerca de três dias e a cinta modeladora deve ser usada por praticamente 24 horas, para que as partes que foram manuseadas adquiram a nova forma.

Os exercícios físicos devem ser suspensos e será indicado a realização de drenagem linfática para melhorar a circulação pós-cirurgia e colaborar no processo natural de cicatrização promovido pelo organismo.

Alimentação adequada, assim como dieta balanceada ajudam neste período, sendo que após 30 dias o paciente passa a ver de forma efetiva, o resultado da cirurgia de enxerto de gordura.

Lipoescultura: antes e depois!

O resultado da lipoescultura é um corpo mais curvilíneo, com menor índice de gordura localizada. Entretanto, é importante que o paciente adote uma mudança nos hábitos diários para a manutenção do procedimento cirúrgico que inclui: melhora dos hábitos alimentares somado à prática de exercícios físicos.

A quantidade de gordura localizada retirada no procedimento demora a retornar, mas pode ocorrer. É importante ressaltar que, os locais que receberam o enxerto de gordura podem ficar ainda mais evidenciados caso ocorra o ganho de peso excessivo, fazendo com que o corpo fique assimétrico.

O organismo tende a absorver até 30% da gordura enxertada, logo, o resultado da lipoescultura pode demorar alguns meses para ser definido. Isso não significa que ficará muito diferente do que o visto após o procedimento, mas que sofrerá modificações ao longo da cicatrização.

A cirurgia de enxerto de gordura pode ser reparadora

A técnica, por também se enquadrar como uma cirurgia reparadora, pode ser feita para preencher locais que foram lesionados ou sofreram perda de tecido adiposo. Independentemente do que levou um paciente a procurar pela cirurgia plástica, é essencial que ela seja realizada por um cirurgião certificado e com título de especialista em cirurgia plástica junto à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Contraindicação da técnica

Pacientes que têm o hábito de fumar ou apresentam qualquer patologia do coração, por exemplo, podem vir a ser contraindicados a realização da cirurgia de lipoescultura. Isso ocorre devido à maior possibilidade de complicação oriunda do uso da anestesia. Por mais que alguns cirurgiões optem pela sedação com anestesia local, isso também interfere no índice de riscos ao paciente.

Por isso, os cuidados pré-operatórios são exigidos pelo cirurgião e isso inclui uma série de exames, tudo para descartar fatores de risco ao paciente. Afinal de contas, a intenção ao fazer uma lipoescultura é ter um corpo com um contorno belo e não problemas de saúde, não é mesmo?

Fontes:

Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP);

Revista Brasileira de Cirurgia Plástica.