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Direto no alvo

Para a felicidade de quem quer manter a beleza, mas tem horror de bisturi, ácidos e cera quente – todos instrumentos com os quais os carrascos da Inquisição se sentiriam perfeitamente à vontade – , o raio laser está aí.

A luz do sabre dos guerreiros jedi da série Guerra nas Estrelas virou uma aliada rápida e certeira na luta diuturna pela preservação da boa aparência. Com feixes de laser se removem rugas, pés-de-galinha, franzido nos lábios, tatuagens, microvarizes e manchas de pele. O raio laser – que pode ser verde, azul, vermelho – pulveriza pêlos, branqueia dentes e recupera a gengiva. Também é instrumento preciso em diagnósticos e cirurgias em geral – e aí a estrela maior é a que corrige defeitos de visão, permitindo que quem foi míope a vida inteira abandone de vez os óculos e as lentes.

O uso mais sedutor do raio mágico se chama peeling a laser. O princípio é o mesmo daqueles peelings realizados com ácidos, embora o laser atue mais fundo e mais rápido. A incidência do feixe de luz sobre a pele do rosto remove a camada superficial (epiderme), em que estão fincadas as malfadadas rugas. Ao promover uma escamação em profundidade, o laser reativa as fibras de colágeno do tecido, fazendo com que a pele nova nasça firme e rejuvenescida.

Ou seja, sem rugas.

A intervenção dura cerca de uma hora e meia, bem mais que uma sessão com ácido, que fica em cinco minutos, e pode custar até 7.000 reais – enquanto um procedimento convencional custa 200 reais.

Ruga, sim, flacidez, não – Atenção: o laser é um avanço, mas não faz milagre em se tratando de estética. O peeling a laser é um tratamento de risco, que exige anestesia e muita habilidade do cirurgião, já que qualquer exposição longa demais, ou profunda demais, deixa marcas para a vida inteira. Além disso, dói, ou melhor, arde, tanto ou mais que o ácido, no período pós-operatório.

Outro inconveniente é a vermelhidão, que dura de quinze a trinta dias e é mais ou menos horripilante, dependendo do tempo de exposição. Hoje em dia, a aparência de pele em carne viva, comum no pós-peeling, pode ser amenizada com um tratamento mais balanceado, distribuído no decorrer de diversas sessões. “Cada aplicação dura quinze minutos, e quinze minutos depois a vermelhidão passou. O paciente pode ir da clínica direto para o trabalho”, afirma o cirurgião plástico mineiro Alexandre Senra. Pode – desde que fuja do sol com a diligência de um vampiro, já que sol e pele descamada a laser também são inimigos mortais. “Quem volta a se expor ao sol com freqüência perde o efeito do tratamento em um ano. Quem se cuida fica de cinco a dez anos sem rugas”, calcula o cirurgião plástico carioca Luiz Fernando Dacosta.

O peeling a laser é indicado, principalmente, para as rugas em torno dos olhos e ao redor da boca e também atua com bons resultados na remoção de marcas de acne herdadas da juventude. Funciona melhor em pacientes de pele bem branca, que não se tenham bronzeado pelo menos nos trinta dias antes do tratamento. Pacientes mais morenos correm o risco de GANHAR manchas de dificílima remoção. E que ninguém espere prodígios de rejuvenescimento. “O peeling a laser tira rugas, mas não serve para reduzir a flacidez da pele. Aí, só mesmo um lifting”, recomenda o cirurgião Dacosta. Quem se arrisca, em geral, aprova o resultado. Há sete meses, a representante de vendas carioca Rita Tavares, de 44 anos, resolveu submeter-se a um lifting seguido de peeling a laser. “Eu tinha aquelas preguinhas inconvenientes em cima da boca, que me davam a sensação de velhice precoce. Com o laser, essas marcas simplesmente sumiram”, diz ela, que também retocou o contorno dos olhos. “Acho que rejuvenesci uns dez anos”, comemora.

A administradora de empresas Giselle Teixeira recorreu ao laser para um procedimento mais comezinho. Aos 22 anos, ela não agüentava mais o sofrimento de, todo mês, depilar pernas e coxas. Decidiu encarar a depilação a laser, a cerca de 1.000 reais o tratamento total para as pernas. Um mês depois da primeira sessão de laser, pouco havia a remover – “apenas uns sete ou oito fios fininhos, aqui e ali”.

Após a segunda sessão, na semana passada, ela está cheia de esperança de que o resultado vá ser permanente, como se anuncia por aí. Ao certo, ninguém sabe, já que a depilação a laser é relativamente recente. Mas a expectativa é de que os pêlos não cresçam por um período que varia de oito meses a um ano, dependendo das características do paciente (a mais favorável é pele branca e pêlo escuro). “E, perto da depilação, a dor do laser não passa de uma pequena ardência”, garante Giselle. Como em todos os casos quando o assunto é laser, o principal cuidado é não se expor ao sol nos dias que se seguem à depilação.

A remoção dos pêlos das pernas, das axilas e até da região da barba emprega um equipamento totalmente diferente do utilizado nos peelings. São raios mais suaves, que localizam e pulverizam o pigmento que existe na raiz de cada pêlo, impedindo que cresça de novo. São necessárias, em geral, cinco sessões de depilação para um resultado satisfatório. Com o mesmo equipamento é possível eliminar manchas, tatuagens e microvarizes.

O feixe de laser localiza o pigmento indesejado que existe na pele e o “bombardeia”, dissolvendo-o em micropartículas, que são absorvidas pelo organismo. Uma única intervenção costuma ser suficiente para remover pequenas manchas de velhice e microvarizes. “Já uma tatuagem, dependendo do tamanho, precisa de mais sessões”, diz o dermatologista Pedro Briggs. “Há casos em que a remoção é perfeita, mas em outros a pele fica com uma pequena despigmentação”, acrescenta. Mais uma vez, o aviso: arde. Não tanto, porém, que impeça que a maioria dos pacientes volte para a segunda sessão.

Luz nos dentes – No Brasil, o uso do laser disparou nos últimos três anos. Há dois, foi fundada a Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, que abre nesta semana seu segundo congresso nacional e já conta com 400 associados – sendo que 60% deles usam o laser para fins unicamente estéticos. Nesse departamento, uma das utilizações mais recentes é para o clareamento dos dentes.

O método tradicional obriga o paciente a usar toda noite um molde com um gel de peróxido de hidrogênio, durante quinze dias. O laser abrevia a duração do tratamento: é aplicado uma única vez sobre os dentes recobertos de peróxido de hidrogênio. “É muito mais rápido e custa pouca coisa mais caro”, diz o dentista Aldo Brugnera, diretor do Grupo de Estudos de Laser da Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas. “O método tradicional oferece um melhor grau de branqueamento”, contrapõe Marcelo Fonseca Pereira, fundador da Sociedade Brasileira de Odontologia e Estética. Em ambos os casos, depois de três anos é preciso voltar ao dentista para nova sessão de branqueamento.

Saiba Mais: http://veja.abril.com.br/131099/p_104.html

Autor: Dr. Alexandre Senra (CRM/SP 95678)

O cirurgião plástico Dr. Alexandre Senra se formou em Medicina no ano de 1991 na Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, em Belo Horizonte, tendo feito sua especialização obrigatória para ser cirurgião plástico. Possui Título de Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), referendado pela Associação Médica Brasileira (AMB) e Conselho Federal de Medicina (CFM).

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